DIA DO CONTADOR DE HISTÓRIAS, 20 DE MARÇO

Como é bom ter uma história pra contar. Sortudo é aquele que na infância pôde ouvir histórias porque seus pais e avós compartilharam um pouco do seu tempo para ler um livro com os seus. Aproveito para compartilhar uma história que fala sobre a tradição da arte de narrar histórias. Espero que gostem. Um abraço, Denise Cruz
O amado Bal Shem Tov estava à morte e mandou chamar seus discípulos. - Sempre fui o intermediário de vocês e agora, quando eu me for, vocês terão de fazer isso sozinhos. Vocês conhecem o lugar na floresta onde eu invoco a Deus? Fiquem parados naquele lugar e ajam do mesmo modo. Vocês sabem acender a fogueira e sabem dizer a oração. Façam tudo isso e Deus virá. Depois que o Bal Shem Tov morreu, a primeira geração obedeceu exatamente às suas instruções, e Deus sempre veio. Na segunda geração, porém, as pessoas já se haviam esquecido de como se acendia a fogueira do jeito que o Bal Shem Tov lhe ensinara. Mesmo assim, elas ficavam paradas no local especial na floresta, diziam a oração, e Deus vinha. Na terceira geração, as pessoas já não se lembravam de como acender a fogueira, nem do local na floresta. Mas diziam a oração assim mesmo, e Deus vinha. Na quarta geração, ninguém se lembrava de como se acendia a fogueira, ninguém sabia mais em que local exatamente da floresta deveriam ficar e, finalmente, não conseguiam se recordar nem da própria oração. Mas uma pessoa ainda se lembrava da história sobre tudo aquilo e a relatou em voz alta. E Deus ainda veio.

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